"Nunes da Rosa - estudo e antologia"

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Descrição

Esta antologia não quer substituir a nova edição dos dois livros de contos de Nunes da Rosa, que urge fazer, mas alargar o conhecimento da sua obra desconhecida, tornando-a acessível aos locais, aos regionais e aos nacionais. É a obra de um homem do final do século XIX e da 1.ª metade do século XX que, vivendo no Pico, sobretudo, e um pouco nas Flores, no Faial e na Terceira, nos dá a conhecer a sua época, de tanta precariedade, de tanta confusão política e de tanta falta de educação na formação das gentes, e em que “cortar nas gorduras do estado” de hoje era o mesmo que “cortar nas carnes do estado” desse tempo. Na sua obra jornalística há uma análise perspicaz, acutilante, crítica e carregada de muita e fina ironia, e onde os pontos de contacto com os tempos actuais são bem evidentes.
Houve uma deliberada intenção de privilegiar os jornais fundados e dirigidos por Nunes da Rosa – A Ordem e Sinos d’Aldeia –, publicados na rural freguesia das Bandeiras da ilha do Pico, atestando esse facto, só por si e tendo em conta a época, um real e marcante significado cultural.

Sobre o autor: Nunes da Rosa (1871-1946), nascido na Califórnia e cedo regressado ao Pico, estudou no Liceu da Horta e no Seminário de Angra do Heroísmo, paroquiou no Mosteiro das Flores e nas Bandeiras do Pico, e foi um contista de primeira água, pioneiro no arranque de uma literatura de marcas açorianas, onde as vivências das ilhas, das Flores (Pastorais do Mosteiro) e do Pico (Gente das Ilhas) são vincadamente assinaladas, ao ponto de Tomás da Rosa, ter afirmado que «Nunes da Rosa é o mais autêntico representante do açorianismo literário, superior neste ponto de vista a Florêncio Terra, e comparável a Vitorino Nemésio e a Cortes Rodrigues.»
Nunes da Rosa esteve, claramente, à frente dos do seu tempo, mas, em muitos aspectos mesmo, do seu próprio tempo, quer como decidido regionalista na literatura, quer como um homem de visão progressista no campo da educação, e da educação agrícola em especial, apelando, fortemente, para a frequência da escola, porque só assim entendia ser possível e desejável a melhoria sustentável da qualidade de vida.
Monárquico ferrenho, Nunes da Rosa usou da palavra, na sua mais complexa amplitude literária, pedagógica, política e religiosa com um distinto objectivo apelativo de fazer acontecer o progresso na sua ilha.


Sobre o Autor: Manuel Tomás (Madalena do Pico, 1950)
Principais obras publicadas: «Picolândia» (crónicas, Companhia das Ilhas, 2012), «Entre sei lá e o quê» (poesia, Edições Vieira da Silva, 2012), «A Música das Sete Cidades» (ensaio, CAIP, 1999), «‘Miragem do tempo’ de Tomás da Rosa» (edição crítica, Núcleo Cultural da Horta,1996), «Eça de Queirós, Fernando Pessoa e Sttau Monteiro» (ensaios, Didáctica Editora, 1978), «Elementos para um estudo actualizado da língua» (ensaio, Didáctica Editora, 1978),
Organizou e fixou o texto de dois livros de contos de Tomás da Rosa, editados pelo Núcleo Cultural da Horta, «Ilha Morena» (2003) e «A tarde e a sombra» (2005).

 

Ano: 2013

Editora: Companhia das Ilhas

Colecção: Terra Açoriana - Série Especial  

Género: Miscelânia (Ensaio, Crónica, Conto) 

Idioma: Português

Dimensões: 14x22cm

Número de páginas: 320

Capa Mole